Page Nav

HIDE

Grid

GRID_STYLE

Classic Header

{fbt_classic_header}

Top Ad

Breaking News

latest

Fases do Atendimento à Emergência

Com base nos preceitos doutrinários estabelecidos pela Defesa Civil, a análise do fenômeno “incêndio em habitação precária” insere-se de...

Com base nos preceitos doutrinários estabelecidos pela Defesa Civil, a análise do fenômeno “incêndio em habitação precária” insere-se de forma coerente nas quatro fases clássicas da gestão de desastres: prevenção, resposta (socorro), assistência e recuperação, conforme delineado no Manual de Defesa Civil. Essa abordagem sistêmica permite compreender o evento não apenas como uma emergência pontual, mas como parte de um ciclo contínuo de gestão de riscos e resiliência comunitária.

Dentro desse contexto, o Corpo de Bombeiros detém competências que o habilitam a atuar em todas as etapas do processo, seja na mitigação de riscos, no apoio logístico e humanitário, ou na reconstrução pós-evento. No entanto, é na fase de resposta imediata ou fase de socorro que sua atuação se torna imperativa, com o dever institucional e funcional de intervir diretamente, alinhando-se de maneira intrínseca à sua missão constitucional de salvaguardar vidas, patrimônio e meio ambiente.

Fase Preventiva

É extremamente importante determinar o levantamento prévio das áreas de risco e cuidar da elaboração de Planos Particulares de Intervenção para os núcleos de submoradias existentes na área atendida pela respectiva Unidade, bem como da interação constante dos órgãos públicos e privados que poderão vir a ser empregados no caso de sinistro.  

Além disso, poderia compor e treinar grupos de voluntários do próprio núcleo de submoradias para atuarem no princípio do fogo ou mesmo comporem com as guarnições de bombeiros durante o combate ao incêndio.

“Enquanto não se conseguir planejar, controlar e adequar o crescimento urbano, o problema Fogo e outros ligados à Segurança da Comunidade estarão condicionados pela precariedade das soluções provisórias e parciais”, porém, ao Corpo de Bombeiros, há formas de trabalhar para prevenir o risco de incêndios causados pelo aspecto negativo do crescimento desordenado da cidade e a proliferação de submoradias, se for calcado na educação pública, principalmente se voltada aos aspectos de prevenção e combate a incêndios, de forma a disciplinar os moradores nas ações básicas de controle do fogo.

O conhecimento prévio dos núcleos de submoradias permitirá ‘as guarnições reconhecer os perigos a que estarão sujeitos por ocasião de uma ação de combate a incêndio nesses locais, tais como a presença de córregos, vielas, ligações elétricas clandestinas, presença de criminosos, etc. 

Ainda sobre educação pública, é importante destacar a informação contida no relatório feito pelo Congresso Norte-Americano, nos idos de 1973, sobre a situação da segurança contra incêndios que afirmava que: ”entre as muitas medidas que podem ser exigidas para redução de perdas de incêndio, talvez nada seja mais importante que a educação das pessoas a respeito dos incêndios”. 

E, conforme palavras do então Capitão PM Silvio Bento, que é oportuno citar: “As pessoas devem estar conscientes dos riscos de incêndios e como elas podem ser afetadas. Elas devem saber como minimizar o risco de incêndio e como circundá-lo. E, também, devem saber como atuar de forma rápida e eficiente quando do início do incêndio”.

Fase de Socorro

Nesta fase, deverão ser empregadas as táticas reconhecidas de extinção de incêndios, no caso, o conhecido SICER, adaptado para a peculiaridade do combate a incêndio em habitação precária. 

O prévio planejamento estabelecido no PPI deve ser empregado para a atuação eficácia das guarnições empregadas no combate ao incêndio. Esta é a fase em que se exigirá a atuação das equipes de bombeiros de modo ativo, visando à extinção total do incêndio.

Fase Assistencial

Em princípio, o Corpo de Bombeiros pouco pode atuar durante esta importante fase, haja vista que o serviço de bombeiros requer a prontidão constante para atuar em qualquer outra emergência e desviar da atividade fim para o exercício de atividade não emergencial poderá prejudicar este emergencial; porém, as equipes que atuaram no incêndio podem e devem colaborar fornecendo informações às demais equipes governamentais que estarão incumbidas dessa missão. 

Fase Recuperativa

Da mesma forma que a fase assistencial, a fase recuperativa pouco exige das prontidões de bombeiros, haja vista que há por parte das prefeituras locais ou do Governo Estadual, departamentos próprios encarregados especialmente em fornecer toda e qualquer participação no processo de reurbanização ou reconstrução dos núcleos de submoradias sinistrados; todavia, a participação pró ativa do Comandante da UOP reputa-se muito importante, principalmente quanto ao fornecimento de sugestões visando a programar uma rede de hidrantes urbanos próxima do local sinistrado, a estabelecer e a preservar possíveis locais de acesso e estacionamento de viaturas, a formar e a treinar equipes voluntárias de brigada contra fogo ou a atualizar o PPI, bem como a fornecer informações que visem a detecção das causas de incêndios e formas eficazes de prevenção.


FONTE DE REFERÊNCIA
MANUAL DE COMBATE A INCÊNDIO EM HABITAÇÃO PRECÁRIA (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)