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Sistema de Tirolesa em Operações de Resgate

Chamamos de tirolesa a técnica de transposição de vãos livres, por intermédio do deslize de polias, conectores metálicos ou descensores,...

Chamamos de tirolesa a técnica de transposição de vãos livres, por intermédio do deslize de polias, conectores metálicos ou descensores, através de uma corda ancorada em dois pontos, na horizontal ou inclinada (como comumente é utilizada).

Podem ser horizontais ou anguladas.

A grande vantagem da tirolesa é possibilitar o transporte de vítimas por trechos impercorríveis, no entanto, há que se considerar, na escolha desta técnica, as desvantagens existentes, como a de se criar cargas altíssimas nas ancoragens, a lentidão da montagem e o fato de normalmente apresentar funcionamento incerto e difícil de ser remediado. Assim, devemos optar por esta técnica somente quando não haja outras alternativas mais simples e seguras e exista tempo suficiente e pessoal habilitado para executá-la. 

Potencial de Estresse e Falha do Equipamento 

Mais do que qualquer outra técnica de salvamento em altura, a tirolesa tem o potencial de sobrecarregar a corda, equipamentos e ancoragens, podendo causar falha do sistema. A montagem e o uso do sistema requerem conhecimento das forças potenciais envolvidas. 

Determinando a Tensão da Corda 

As cordas jamais devem ser tesadas excessivamente. Sob carga, a corda deve formar um ângulo tal que não sobrecarregue o sistema, portanto, é previsível (e desejável) que se forme certa laseira. Ao tesar a corda, jamais utilize aparatos mecânicos (viaturas, talhas ou tirfor), mas tão somente a força humana, respeitando-se a “regra dos doze”. 

Ao montar uma tirolesa, é importante levar em conta a força “T” sobre as cordas de suspensão (portanto, sobre as ancoragens) à medida em que suportam um carga (F). A força real T aumenta ao passo em que a corda carregada se aproxima da horizontal. 


Elementos de uma Tirolesa 

A eficiência e a segurança de uma tirolesa em operações de resgate não dependem apenas de sua correta ancoragem ou do tensionamento adequado da corda, mas principalmente da integração harmônica de todos os seus componentes. Trata-se de um sistema no qual cada elemento possui função específica e interdependente, atuando diretamente na distribuição de cargas, no controle do deslocamento e na prevenção de falhas estruturais.

Por operar frequentemente sob elevadas tensões e em cenários onde não há margem para erro, a tirolesa exige que seus componentes sejam planejados e montados com critérios técnicos rigorosos. A linha de sustentação deve suportar e distribuir esforços, o sistema de freio deve controlar a velocidade e evitar impactos, o sistema de recuperação garante a continuidade da travessia, e a carga transportada deve permanecer estável durante todo o percurso. Além disso, a utilização de cordas duplas representa importante medida de redundância e segurança, reduzindo a sobrecarga individual dos materiais.

Assim, compreender os elementos que compõem a tirolesa é fundamental para sua aplicação segura e eficiente, permitindo ao operador prever comportamentos do sistema, controlar riscos e assegurar o transporte adequado de vítimas ou socorristas através de vãos livres.

Linha de Sustentação 
Deve consistir de uma corda dupla, estática e com tensionamento moderado para evitar fadiga do sistema. 
Linha de Sustentação

Sistema de Freio 
A frenagem da descida pode ser feita das seguintes maneiras: 
- pelo próprio executante, segurando com mãos e pés a corda ou torcendo a polia durante a descida; 
- adotando-se uma corda ancorada à carga, para comando de cima, possibilitando o controle da velocidade da travessia, podendo ser utilizado o rack, oito, mosquetão; ou 
- utilizando-se uma corda do solo acoplada à linha de sustentação por um mosquetão de aço, a cerca de 45º da linha de sustentação , freando-se gradativamente a descida assim que a peça de deslize tocar o mosquetão de freio (devendo ser considerado e evitado o choque entre as peças). 


Sistema de Recuperação 
Consiste de uma corda da carga ao local de destino, cujo objetivo é evitar que a carga pare no meio da travessia, podendo ser utilizado ainda um sistema de redução de força para tal. 

Recuperação

Carga 
Poderá ser uma vítima, um bombeiro ou uma vítima imobilizada em uma maca e acompanhada de um bombeiro. 

Utilização de Cordas Duplas 
Deve-se utilizar cordas duplas na montagem da tirolesa, especialmente quando se fala em salvamento de vítimas, dividindo-se a carga entre ambas. 

Cordas Duplas


FONTE DE REFERÊNCIA
CESBOM - CENTRO DE ESTUDOS PARA BOMBEIROS
MANUAL DE SALVAMENTO EM ALTURA (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)