É o instrumento mais valioso na orientação. Ela permite a determinação do azimute a ser seguido, basta fazer uma linha de visada do pont...

É o instrumento mais valioso na orientação. Ela permite a determinação do azimute a ser seguido, basta fazer uma linha de visada do ponto a ser atingido pela Bússola e seguir naquela direção. Para tanto basta zerar a Bússola, colocando a ponta da agulha imantada no norte.
Quando se usa o conjunto bússola-carta, coloca-se a linha de visada da bússola justaposta a uma das verticais da quadrícula da carta. Em seguida, fazemos girar o conjunto até coincidir o norte magnético com a seta do limbo, após a compensação do ângulo de declinação da bússola.
A bússola pode ser de limbo fixo ou móvel e basicamente é composta por cinco partes principais: caixa, limbo graduado, agulha imantada, estilete sobre o qual gira a agulha e acessórios que variam para cada tipo de bússola.
Bússola de limbo móvel
Onde:
1 - Limbo graduado
2 - Régua em polegadas
3 - Seta de navegação
4 - Indicador de azimute
5 - Mira
6 - Espelho pra visualização da graduação
7 - Seta de orientação
8 - Agulha imantada (vermelho aponta o norte magnético)
9 - Régua em milímetros
10 - Indicador de contra-azimute
Bússola de Limbo Fixo
As bússolas sofrem variações em virtude da Declinação Magnética (dm). Também são afetados pela presença de ferro, magnetos, fios condutores de eletricidade e aparelhos elétricos.
Certas áreas geográficas possuem depósitos de minérios que podem tornar uma bússola imprecisa quando colocada próxima a eles, consequentemente, todas as massas visíveis de ferro ou campos elétricos devem ser evitados quando se utiliza uma bússola, com as distâncias mínimas de segurança:
- Alta tensão .................................................60 metros
- Viaturas.......................................................10 metros
- Linhas telegráficas .................................... 10 metros
- Arame farpado............................................. 5 metros
- Transformadores........................................10 metros
- Armamento...................................................1 metros
- Faca...............................................................1 metros
A bússola é um instrumento destinado à medida de ângulos horizontais e à orientação no terreno. As visadas das bússolas devem ser feitas na posição horizontal. Esse procedimento deve ser observado para que as leituras dos azimutes não sejam distorcidas.
A bússola é um goniômetro (instrumento com que se medem ângulos) no qual a origem de suas medidas é determinada por uma agulha imantada que indica uma direção aproximadamente constante que é o Norte Magnético (NM).
Procedimento de Operação do Equipamento
a) Medida de um Azimute (AzM)
- Segura-se a bússola com o espelho aberto e inclinado cerca de 50º em relação a caixa. Visa-se, a seguir, ao mesmo tempo, o objeto desejado e o espelho;
- A visada do objeto é feita observando-o pelo entalhe da mira;
- Antes de se determinar o Azimute, deve-se nivelar a bússola. Para tal, por um espelho, faz-se com que a imagem do ponto central fique sobre a linha de centro do espelho;
- Sem mover a mão e olhando pelo espelho, gira-se a caixa até que a seta da direção N-S (não a agulha) fique sobre a agulha, coincidindo a ponta vermelha com o N da seta; e
- Pode-se, então, mover toda a bússola, porque o Azimute já estará registrado, facilitando a sua leitura.
b) Medida de um Contra-Azimute
A bússola também permite determinar o contra-azimute lendo-se, no limbo, o valor do ângulo que fica na extremidade oposta à linha de visada. Na figura, o contra-azimute é 300º.
c) Marcha Segundo um Azimute
Suponha-se que se está num determinado lugar do terreno e que se precisa alcançar um outro ponto afastado daquele, cerca de 1km. Sabe-se, também, que esse segundo lugar se encontra no Azimute 60º. Basta, portanto, que se marche segundo o azimute de 60º já determinado.
Para tanto, deve-se proceder da seguinte maneira:
- Inserir no limbo graduado da bússola o azimute dado;
- Sem mover a mão e olhando pelo espelho, girar o corpo até que a agulha coincida com a seta da direção N-S;
- Através do entalhe da mira, observa-se um ponto do terreno que seja notável para tê-lo como referência do lugar que se deseja alcançar;
- A direção a ser seguida é a desse ponto notável, observado pelo entalhe da mira;
- Se, ao olhar na direção do lugar a ser alcançado, não for possível observá-lo diretamente, segue-se segundo a direção do azimute até um ponto notável do terreno que será utilizado como referência inicial. Após atingir este ponto, utilizando o mesmo azimute, tenta-se localizar o lugar desejado. Não sendo possível, repete-se o processo até que se consiga localizá-lo.
Quando se marcha, segundo um azimute, com a finalidade de atingir determinado ponto específico, caso se tenha conhecimento da distância que dele se está, deve-se utilizá-la como meio da passada individual, geralmente aferida antecipadamente. A aferição consiste na verificação do número médio de passos que cada indivíduo executa ao percorrer, em terreno variado, uma distância pré-estabelecida, normalmente, 100 metros. Para marchar à noite segundo um azimute, é preciso estar em condições de visar pontos à frente, tal como feito de dia. Entretanto, em face da visibilidade reduzida, isso se torna mais difícil, impondo que os pontos visados sejam em maior número e mais próximos uns dos outros.
Se a escuridão for tal que impeça as visadas sobre os pontos de referência no terreno, deve-se empregar um companheiro à frente, a pouca distância, e determinar que ele se desloque para a direita ou para a esquerda até situar-se no azimute desejado. Essa operação deve ser repetida até que seja possível identificar um ponto de referência no terreno. À noite, geralmente, não é possível fazer a visada através do entalhe da mira da bússola como se faz durante o dia, e nem é necessário. Basta voltar a bússola para a direção a seguir, de modo que fiquem num mesmo alinhamento o operador, as marcas luminosas existentes na bússola (uma na agulha imantada e outra no indicador de azimute) e o ponto de destino.
d) Orientação da Carta
Saber como se orientar em uma operação de busca e salvamento e usar com propriedade uma carta topográfica pode significar, em certas circunstâncias, ser capaz de sair de situações difíceis, em que a direção certa é fator preponderante para o sucesso. Antes de utilizar uma carta, ela deve ser colocada em posição tal que suas direções coincidam com as do terreno. Isto poderá ser feito de duas maneiras: com auxílio da bússola ou por meio de utilização de pontos notáveis no terreno.
A operação de ajustar a posição da carta ao terreno chama-se Orientação da Carta, que pode ser feita pela comparação do terreno com a carta, procurando-se estabelecer as semelhanças entre ambos. Isso é viável quando existirem no terreno acidentes cujas representações figurem na carta. Nesse caso, é necessário que o observador identifique primeiro na carta a sua posição aproximada para depois fazer uma observação em torno de si com esta, a fim de colocar em um mesmo alinhamento o objeto visado e a sua correspondente representação na carta.
A orientação da carta também poderá ser feita pela bússola. Para tanto, desdobra-se a carta sobre uma superfície plana, coloca-se sobre ela a bússola com a declinação magnética já inserida, de modo que um dos lados da caixa da bússola fique tangenciando a reta base vertical de uma das quadrículas. Depois, girando-se o conjunto carta-bússola e conservando-se a bússola no mesmo local, procura-se fazer com que a seta da agulha imantada coincida com a marcação do NV. Quando houver a coincidência, a carta estará orientada.
e) Como trabalhar com a Carta e a Bússola
Anteriormente se descreveu como determinar o azimute de uma direção no terreno com o auxílio da bússola. Agora veremos como achar o azimute de uma direção sobre a carta.
A figura acima é um trecho de carta, no qual podem ser observados dois elementos: o pico da Esplanada e o pico do Garrafão. O azimute da direção Esplanada-Garrafão pode ser obtido com a seguinte sequência:
- A primeira coisa a fazer é traçar uma reta na carta, ligando o pico da Esplanada (ponto A) e o pico do Garrafão (ponto B);
- Em seguida, orientar a carta;
- Após isso, colocar a bússola aberta sobre a carta, de tal modo que a borda graduada fique sobre a linha traçada na carta e a tampa (indicador de azimute) voltada para o pico do Garrafão (destino);
- A seguir, gira-se o anel serrilhado até que a seta indicadora do Norte coincida com a agulha. O ângulo indicado na escala no ponto onde esta intercepta a linha do centro da bússola, no lado da articulação da tampa, será o Azimute.
f) Conservação da Bússola
As bússolas deverão ser conservadas em ambiente livre de umidade e não sofrer choques. Para que uma bússola possa ser utilizada apropriadamente, deverá satisfazer determinadas condições, as quais devem ser verificadas previamente.
São elas:
- Centragem ou Centralização: Verifica-se essa condição tendo as graduações indicadas pelas duas pontas da agulha sobre as diversas partes do limbo. A diferença entre essas leituras deve ser constante e igual a 180 º. Caso contrário, o instrumento estará mal centralizado.
- Sensibilidade: Comprova-se esta condição aproximando um objeto imantado e afastando-o. Quando em bom estado, a agulha sofrerá um desvio e voltará a sua posição inicial após algumas oscilações.
- Equilíbrio: Uma bússola está em perfeito equilíbrio quando, colocada em posição horizontal, a agulha conserva-se nessa posição. Caso uma das pontas da agulha fique mais baixa, não permitindo sua livre rotação, é necessário pôr um contrapeso, procurando o equilíbrio da agulha.
g) Desvio de Obstáculos
Será normal, em um deslocamento em áreas de cobertura vegetal de risco, encontrar na direção de marcha, os mais variados obstáculos, tais como, árvores caídas, buracos, galharia quase na vertical, aclives e declives suaves ou fortes, chavascais (banhados, alagadiços), pantanais, igarapé (estreitos e largos, de fraca ou forte correnteza, rasos ou profundos), agapos, rios, lagos e outros.
Quando se navega segundo um azimute, às vezes será possível e compensador realizar um desvio do obstáculo encontrado, outras vezes não, sendo então necessário vencê-los. Dentre a variedade de processos existentes para realizar um desvio ou transpor um obstáculo os mais utilizados são:
- Desvios de um obstáculo com ponto de referência nítido
Chegando ao obstáculo, escolhe-se um ponto bem nítido no lado oposto para servir como referência. Efetuando-se o desvio necessário, chega-se ao ponto e a marcha é reiniciada. Entretanto, o processo raramente terá aplicação prática quando se tratar de obstáculo de grandes dimensões, pois o mais difícil na selva será encontrar aquele ponto nítido, por isso, quando sair de um ponto em busca de outro, não esquecer de deixá-lo, antes, muito bem marcado para facilitar o retorno em caso de insucesso.
- Da compensação com passos e ângulos
Quando o ponto de referência após o obstáculo não é nítido, navega-se na direção amarrada pelo azimute de marcha até um ponto em frente ao obstáculo (A). Em seguida descolando-se segundo um novo azimute, de modo que este forme com o de marcha um ângulo reto, neste deslocamento contam-se os passos dados até este ponto (B). Daí desloca-se segundo o mesmo azimute de marcha (azimute paralelo), também neste deslocamento contam-se os passos até atingir o ponto (C) de modo que ultrapasse o obstáculo. De C desloca-se segundo o contra-azimute da direção AB e percorrendo a mesma distância que se percorreu entre A e B, isto é, os mesmos passos chegando ao ponto (D). A partir daí reinicia-se o deslocamento na direção dada pelo azimute de marcha original.
FONTE DE REFERÊNCIA
MANUAL DE BUSCA E SALVAMENTO EM COBERTURA VEGETAL DE RISCO (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)

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