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Técnicas de Ancoragem em Resgate com Cordas

Considera-se ancoragem como o sistema de amarração ou fixação de uma  corda ou indivíduo a um ponto. Existem abordagens e linhas diferen...

Considera-se ancoragem como o sistema de amarração ou fixação de uma  corda ou indivíduo a um ponto. Existem abordagens e linhas diferentes de execução, principalmente em virtude da região e tipos de materiais empregados. De um lado, temos a linha européia (ou alpina) cuja ênfase é dada a cordas mais leves e de menor diâmetro, em que as ancoragens são feitas com base na divisão da carga entre dois ou mais pontos de fixação (equalização), realizando tantos fracionamentos quantos sejam necessários, visando preservar a corda. De outro lado, temos a linha americana, que dá ênfase a cordas de maior diâmetro e resistência ao atrito, clipadas a ancoragens já existentes e robustas (um ponto “à prova de bomba”), sanando-se as preocupações com o desgaste da corda através do uso de proteções.  

A abordagem deste conteúdo levará em conta as duas linhas de trabalho, considerando os pontos aplicáveis a cada situação peculiar e estabelecendo critérios mínimos que levem em conta a segurança, a preservação do material e a funcionalidade de cada técnica. De qualquer maneira, é primordial preservar a corda, através do uso de proteções! 

Sistemas de Ancoragem

Para optarmos pela técnica e tipo de ancoragem a ser empregada em uma ocorrência, devemos levar em conta os seguintes aspectos: 
- Resistência dos pontos de ancoragem; e 
- Localização dos pontos de ancoragem entre si. 

Com base nesta avaliação, será  adotado um dos seguintes conceitos: 
- Ponto-bomba; 
- Back-up; ou 
- Equalização. 

Ancoragem à Prova de Bomba 

O ponto “a prova de bomba” (PAB) é aquele escolhido para a realização de uma ancoragem que, devido a sua grande resistência, dispensa qualquer outro sistema secundário de ancoragem de segurança. Sendo assim, ao utilizarmos um “Ponto-Bomba”, qualquer reforço, ancoragem de segurança ou back-up, se tornará obsoleto, pois a resistência do ponto de ancoragem é superior à resistência de qualquer outro componente do sistema de ancoragem e, a seu respeito, não paira qualquer dúvida sobre sua resistência. Ao encontrarmos um “ponto bomba”, partiremos para a confecção de uma ancoragem simples utilizando fitas tubulares, mosquetão, cordins e cordas.  


Equalização 

Em situações em que não haja um ponto único suficientemente seguro (PAB) ou em que o posicionamento do ponto existente seja desfavorável ao local em que desejamos que nossa linha de trabalho seja direcionada, podemos lançar mão da equalização. 

A técnica da equalização consiste em dividir, em partes iguais, a carga sustentada pelo sistema entre os pontos de ancoragem. Para isso, devemos obedecer algumas regras: 
- Escolha pontos preferencialmente alinhados (paralelos) entre si; 
- O ângulo formado pela equalização deverá respeitar o limite de 90º, evitando sobrecarga sobre os pontos de ancoragem; 
- A equalização deverá ser sempre auto-ajustável; e 
- Para proporcionar segurança em caso de falência de um dos pontos de ancoragem, é necessária a confecção de um cote de segurança. 

Pode ter a forma de V ou M sendo essencial que seja observado o ângulo máximo de 90º entre as linhas de ancoragem. Quanto maior o ângulo formado, maior a possibilidade da ancoragem entrar em colapso, pois aumentará exponencialmente a sobrecarga nos pontos de fixação, tendendo ao infinito. 


Back-up

O termo “back-up” diz respeito a uma segunda segurança, que pode visar o ponto de ancoragem ou o equipamento. É utilizado para garantir a segurança de todo o sistema. Para realização do “back-up” como segundo ponto de ancoragem, algumas regras devem ser observadas: 
- Os pontos devem estar preferencialmente alinhados; 
- O ponto secundário de ancoragem (“back-up”) não deve receber carga e somente será utilizado em caso de falência do ponto principal; 
- Não deverá haver folga entre os dois pontos de ancoragem, para evitar o aumento da força de choque em caso de rompimento do ponto principal; e 
- O “back-up” sempre deverá ser mais forte e resistente do que o principal. 

Levando-se em conta as regras apresentadas, para que o “back-up” cumpra seu papel com eficiência, podemos nos deparar com duas situações: 
1. Ponto principal abaixo do ponto secundário (“back-up”); ou 
2. Ponto principal acima do ponto secundário.



FONTE DE REFERÊNCIA
MANUAL DE SALVAMENTO EM ALTURA (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)