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Avaliação e Planejamento Tático em Ocorrências de Emergência

O bombeiro que for o primeiro a exercer a função de comando, quando na chegada à ocorrência, deve realizar a avaliação e planejamento pa...

O bombeiro que for o primeiro a exercer a função de comando, quando na chegada à ocorrência, deve realizar a avaliação e planejamento para resolução do sinistro, ressaltando que tal etapa já deve ser iniciada bem antes. Em adição a todas as outras tarefas destinadas ao comando de uma operação, isto, algumas vezes, pode ser uma pesada responsabilidade e uma missão assustadora. 

Se, por exemplo, houver um fogo muito intenso com grande quantidade de fumaça, a tentação para desenvolver uma visão focada exclusivamente no fogo pode ser bastante forte. Se houver múltiplas vítimas (especialmente crianças), o foco no desejo em aliviar a dor e sofrimento deles, a exclusão do resto da situação, pode dominar o pensamento. No entanto, nestas situações de extrema pressão psicológica, e algumas vezes caóticas, segundo o manual do IFSTA, a primeira e mais importante tarefa daquele que estiver assumindo o comando de uma operação é zelar pela sua segurança e de sua guarnição. 

Segurança inclui aquelas atividades que reduzem a ameaça de danos à integridade física ou morte ao pessoal de serviço e aos cidadãos. Em alguns aspectos é mais importante zelar pela segurança da vida do pessoal de serviço que a de civis, pois se estes se tornarem vítimas, não poderão ajudar ninguém mais. Tratar sobre segurança de vidas pode incluir ações de evacuação, limitar exposição aos perigos ou requer simplesmente mecanismos de proteção. A segurança de vidas humanas deve sempre ser a primeira e maior prioridade.

A próxima tarefa mais importante do comando de uma operação será responder a uma pergunta: “Os recursos que estão no local da ocorrência e os que estão a caminho são suficientes para controlar a situação?”. A razão pela qual esta pergunta é tão importante resume-se pelo tempo resposta. É a demanda de tempo que vai levar para que os recursos adicionais sejam solicitados, sejam despachados, cheguem ao local e alcance os objetivos da ocorrência. Se a solicitação destes recursos for demorada devido a uma indecisão do comandante da operação, talvez eles cheguem tarde demais. Logo, mais recursos deverão ser solicitados. 

Para que o comandante da operação esteja apto a determinar quais recursos são necessários, ele precisa estar apto para avaliar a situação e decidir sobre a necessidade dos recursos. Se houver dúvidas, recomenda-se a solicitação de todos recursos que possam ser necessários para a eficiência de uma operação. Caso qualquer um dos recursos adicionais forem, subsequentemente, julgados desnecessários, podem ser cancelados enquanto ainda estiverem a caminho ou depois que chegarem ao local. Para tomar estas decisões críticas, o comandante de uma operação deve estar apto a fazer uma avaliação competente da situação.

Caso a avaliação inicial confirmar que há uma emergência, o primeiro bombeiro que chegar ao local de uma ocorrência, normalmente o comando de área, AB ou UR,  USA é o responsável por iniciar as funções de comando de uma operação, desenvolvendo e implementando um plano de operações táticas e mantendo o controle da situação a menos que, ou até que, seja substituído. Indiferente se a ocorrência é pequena o suficiente para requerer só a primeira guarnição a chegar ao local ou grande o suficiente para requerer um número expressivo de recursos, um sistema de gerenciamento e comando deve ser usado.


FONTE DE REFERÊNCIA
MANUAL DE PRINCÍPIOS DE COMANDO EM OPERAÇÕES DE BOMBEIROS (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)