Deverá ficar situado na zona fria, em um local previsível e distinto que proporcione uma boa visibilidade do sinistro e áreas vizinhas. ...

Deverá ficar situado na zona fria, em um local previsível e distinto que proporcione uma boa visibilidade do sinistro e áreas vizinhas. Quando possível, deverá sempre ficar em frente ao local sinistrado e não poderá atrapalhar os movimentos de equipamentos e pessoal. O ideal é que o PC ofereça uma visão com maior número de ângulos possíveis da ocorrência.
Todo o sistema de comando em operações de grandes emergências gira em torno deste rápido estabelecimento de um PC. Uma longa demora no estabelecimento, comando móvel impróprio para o caso ou múltiplos postos de comandos pode causar prejuízos irreparáveis na operação. Nos casos em que, inicialmente, estabelecido-se um modo de comando móvel, deverá ser alterado para um posto de comando estacionário, assim que possível, dentro do que já foi exposto.
O comandante de uma operação deve permanecer no posto de comando e gerenciar a ocorrência de uma posição base. O sistema estabelecido deve proporcionar suporte e assistência à localidade onde estará o comandante de toda a operação. Um PC consistente, também, eliminar questões comuns do tipo: "Onde está o comandante?". Agindo desta forma, todos os envolvidos em uma ocorrência saberão onde está o comandante daquela operação, e como fazer contato via rádio com ele e, geralmente, o que ele estará fazendo.
Vantagens do Posto de Comando
Este tópico não deve ser confundido com o assunto “vantagens de um comando central”. Enquanto aquele refere-se a necessidade de um bombeiro assumir o comando das operações , o PC é relacionado à localização física, de onde partirá as ações visando a resolução da emergência.
Quando do estabelecimento de uma posição fixa (Posto de Comando - PC), ocupado por um comandante de uma operação, ele alcança as seguintes vantagens:
- Posição estacionária;
- Um lugar calmo para poder pensar e decidir;
- Um local para decisões;
- Iluminação;
- Um local para escrever e armazenar dados;
- Rádios mais potentes;
- Material de consulta e planejamento;
- Proteção contra as adversidades do clima;
- Espaço para pessoal; e
- Computadores, no caso da presença de viatura tipo CO.
O comandante de operação acostumado a se movimentar muito durante uma ocorrência precisará de um período de adaptação à nova experiência de ficar contido em um posto de comando fixo, pela necessidade em se mover pelo local da ocorrência para olhar, checar, dar ordens e verificar tudo pessoalmente. Todos no sistema devem dar suporte e assistência, bem como se esforçar para "desaprender" os velhos hábitos de ficar em órbita pelo teatro de operações.
A melhoria das ações de comando e a troca de experiências ajudarão também a reforçar a abordagem do sistema. Resumindo, um sistema de gerenciamento global da ocorrência é necessário numa cena de um sinistro. As operações que estejam em desenvolvimento requerem um plano estratégico, aplicação dos procedimentos operacionais padrão e gerenciamento contínuo.
Uma atuação organizada é necessária para se ter a cooperação de todos no sentido de fixar um comando único, forte, seguro, direto e de visão, tão rápido quanto possível e estabelecer um sistema de gerenciamento que proverá objetivos claros, concisos e relações de comando definidas.
Para que uma operação de emergência tenha sucesso, deve ser seguido um sistema (atualmente o SICOE) a fim de proporcionar condições para que o comandante da operação possa agir como um gerenciador global e que todos os envolvidos no processo cumpram suas ordens e deem suporte ao seu plano.
A primeira guarnição ou o primeiro bombeiro a chegar no local da ocorrência deverá atuar como o comandante da operação, até que o comando seja transferido para um superior ou até que a ocorrência se finde. A assunção do comando nesta ocasião deverá ser obrigatória. O primeiro bombeiro a chegar no local deverá decidir, baseado na situação da ocorrência, qual dos tipos de modos de comando utilizará.
As decisões tomadas pelo primeiro comandante da operação são extremamente influenciadas pelo tempo de resposta da primeira guarnição e a sequência de resposta das unidades posteriores.
Aquele que estiver assumindo o comando deve confirmar seu comando. Ele deve informar ao COBOM, via rádio, o posto ou graduação, nome de guerra, função, assunção do comando e localização do seu posto de comando. Ele deverá ser designado como "comando".
Aqueles que chegarem a uma ocorrência em que já exista um comandante de operação, deverão trabalhar sob suas determinações ou assumir o comando se for o escalão operacional superior.
O mais rápido possível, um posto de comando padrão deverá ser estabelecido em um ponto estacionário. O comandante da operações, salvo raras exceções, deverá permanecer no posto de comando durante todo o trabalho. Uma das principais vantagens é a capacidade de comunicação efetiva que ele pode prover.
O comandante de uma operação deve seguir os procedimentos padrões para a assunção, confirmação e efetivação do comando. Todos devem saber e praticar como assumir, receber e transferir o comando de uma operação.
O PC é uma parte crítica do comando central. Na função de comandante de operações, todos devem saber como usar as vantagens e equipamentos existentes para uma máxima efetividade do plano. Isto requer que todos procurem se atualizar e especializar com os equipamentos e procedimentos vigentes.
FONTE DE REFERÊNCIA
MANUAL DE PRINCÍPIOS DE COMANDO EM OPERAÇÕES DE BOMBEIROS (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)








