Após a localização e acesso à vítima deve-se primeiramente atender ao protocolo de resgate, fazendo a análise primária e secundária esta...

Após a localização e acesso à vítima deve-se primeiramente atender ao protocolo de resgate, fazendo a análise primária e secundária estabilizando-se a coluna cervical e adotar demais procedimentos pertinentes. Ao mesmo tempo um componente do grupo de salvamento faz uma análise da situação e verifica a melhor forma de remoção e transporte da vítima do local que dependerá da situação do relevo, vegetação, hidrografia bem como condições climáticas.
Os equipamentos utilizados para imobilização e transporte da vítima podem ser: o Sked, maca cesto, maca aramada, prancha de madeira ou acrílico, ou utilizando meios de fortuna como por exemplo a padiola, feita com dois pontaletes de madeira e duas gandolas ou lona.
As diversas técnicas de remoção e transporte de vítimas tem como objetivos:
- Indicar a regra de ergonomia a ser seguida pelos socorristas para evitar sobrecarga em sua coluna lombar durante a movimentação de um acidentado;
- Indicar as regras para a movimentação de um acidentado;
- Executar corretamente as técnicas de movimentação, imobilização e transporte de uma vítima, previstas no protocolo de resgate, utilizando a manipulação direta pela equipe de socorristas, pranchas longas, colete imobilizador dorsal e prancha curta;
- Executar a técnica de retirada de vítima de trauma;
Riscos Ergonômicos para o Socorrista
Para levantar uma determinada carga, devemos nos posicionar de tal maneira que o braço externo da alavanca (a distância de L3 até o ponto onde a força de gravidade atua no corpo e na carga) seja o mais próximo possível do corpo, trabalhando somente com musculatura da coxa nos membros inferiores, evitando com isso a utilização da musculatura da região lombar.
Regras para a Movimentação de um Acidentado
Não se deve mover a vítima da posição que se encontra antes de imobilizá-la, exceto quando:
- Estiver num local de risco iminente;
- Sua posição estiver obstruindo suas vias aéreas;
- Sua posição impede a realização da análise primária;
Um local está em risco iminente quando há risco de desmoronamento iminente, deslizamento de terra, enchentes e outros.
Poderá ser feito o transporte imediato conforme o protocolo de resgate nos casos de:
- Obstrução respiratória que não pode ser facilmente permeada por métodos mecânicos;
- Parada cardiorespiratória;
- Evidência de estado de choque;
- Trauma de crânio encefálico;
- Dificuldade respiratória provocada por trauma no tórax ou face;
- Ferimentos penetrantes em cavidades;
- Sinais e lesões internas geradas por trauma violento.
Imobilização da Vítima na Maca Cesto
Para imobilizar a vítima na maca cesto primeiramente se coloca a vítima deitada na maca ou se estiver com algum trauma se coloca primeiramente a vítima numa prancha rígida, após imobilizar a fratura colocando-a na maca cesto que será presa pelos tirantes da maca e também por um trançado feito com cabos da vida, imobilizando-se primeiramente os dois pés e costurando-se em ziguezague até a região do tórax onde o cabo da vida será emendado com o nó pescador duplo e volta ziguezagueando até os pés onde será fixado com nó volta do fiel na parte inferior na maca cesto.
Caso seja necessário suspender a vítima a um ponto mais elevado que a altura de um homem serão usados dois cabos da vida passados na maca cesto nos olhais apropriados e fixados com um nó belonese de cada lado e no ápice ancorado ao mosquetão através do nó oito duplo, sendo feito ancoragem com um cabo da vida na altura dos ombros e com o outro cabo da vida na altura do tornozelo, efetuando-se a seguir a equalização de forma que a maca fique bem equilibrada e a vítima com a cabeça ligeiramente inclinada acima dos membros inferiores.
Transporte de Vítima na Maca Cesto
Tratando-se de um local elevado pode-se usar uma tiroleza para descer a um ponto mais seguro usando as técnicas relativas de salvamento em alturas.
Tratando-se de um rio ou um lago onde não se dá vau pode-se fazer a transposição utilizando-se uma embarcação ou através de uma tiroleza de margem à margem.
Tratando-se de um local onde se possa locomover-se a pé transporta-se a vítima por meio do Sistema Caterpilla onde a vítima é carregada por no mínimo seis bombeiros passando-se de mão em mão quando o relevo se tornar mais íngreme, podendo-se utilizar ainda, um sistema de duplicação de forças com cordas para se vencer esses obstáculos.
FONTE DE REFERÊNCIA
MANUAL DE BUSCA E SALVAMENTO EM COBERTURA VEGETAL DE RISCO (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)








