Page Nav

HIDE

Grid

GRID_STYLE

Classic Header

{fbt_classic_header}

Top Ad

FireLine

latest

Operação de Viaturas Aéreas "Auto Escadas e Plataformas"

Os prefixos operacionais do tipo ABE e ABP denotam viaturas com alcance aéreo aproximado de 20m. Ao solicitar um equipamento aéreo, dev...

Os prefixos operacionais do tipo ABE e ABP denotam viaturas com alcance aéreo aproximado de 20m. Ao solicitar um equipamento aéreo, deveremos saber exatamente o que solicitar, pois o envio ou presença de equipamento aéreo inadequado só trará mais preocupações e dificuldades. A capacidade de resgate é sempre a prerrogativa principal ao colocar o equipamento em operação. 

Por intermédio do treinamento e experiência obtida em outras ações de combate a incêndio e salvamento, a determinação e ação se tornarão instintivas por natureza. A tabela abaixo apresenta algumas características dos principais equipamentos em operação:  


Viaturas Aéreas a Serem Conhecidas

Auto Escada 
Auto Plataforma Escada 
Auto Plataforma  

Auto Escadas
São conhecidos em nosso Corpo de Bombeiros como AE, as mais tradicionais viaturas para combate a Incêndios e Salvamentos em altura. Nos dias de hoje podem ser fabricadas em duralumínio (95% alumínio) fato que lhes confere baixo peso suspenso e permite trabalhos em comprimento máximo no 
formato de ponte. 

Nas auto-escadas o que chamamos costumeiramente de corrimãos são, na verdade, parte estrutural da escada. Só no ABE eles são realmente corrimãos pois o que suporta esforços da escada em todos os sentidos é um perfil fechado onde a escada é fixada como na torre do SK- bronto.


Dessa forma não podemos executar esforços laterais pronunciados em razão das características do equipamento, o perfil em “U” das escadas permite apenas o esforço de cima para baixo e movimentos laterais são danosos e perigosos.  

Auto Plataforma - Escada 
São conhecidos em nosso Corpo de Bombeiros como SK (Snorkel),  mas as de maior alcance que temos são plataformas mistas que conjugam as vantagens das escadas com a mobilidade das plataformas, permitem um bom fluxo de pessoas pelo seu corpo em operações de resgate. 


Permite uma maior gama de movimentos quando comparados com as Auto Escadas.

Plataformas
São conhecidos em nosso Corpo de Bombeiros como ABP (Snorkel), diferem das Auto Escada em sua concepção mecânica toda baseado em “braços” articulados, estes “braços” são construídos geralmente em aço de alto grau de flexibilidade, suportando assim grandes esforços e maior mobilidade. 


Sistema de Estabilização

Os sistemas existentes em viaturas aéreas de estabilização são de dois tipos o  A e o H, assim designados pois os mesmos, quando acionados, tomam esses formatos em relação ao chassis e são compostos por patola ou estabilizadores e vigas ou macacos, que são termos correlatos para o sistema de estabilização. 
  
Na tabela a seguir, os sistemas existentes em cada viatura: 


Fatores Importantes a Serem Considerados na Operação 

Ao chegar na área da ocorrência, os seguintes fatores terão que ser levados em consideração antes de solicitar e posicionar o equipamento:


Vento e Túnel de Vento
Seja extremamente cuidadoso ao utilizar a escada ou plataforma sob ventos. O seguinte deverá ser considerado cuidadosamente: superfície de sustentação, perfil do equipamento (elevação, extensão e posição relativa à direção do vento) e a intensidade das rajadas do vento. Todos estes elementos combinados afetam, os limites de utilização. Também não se pode esquecer o 
fator humano de julgamento profissional. 

Tome cuidado quanto ao efeito ”túnel de vento” quando o equipamento está arvorado entre prédios e também próximos a aeroportos. Ao operar uma escada ou plataforma elevada durante ventos fortes ou rajadas de vento, saiba que um vento forte de velocidade máxima irá de encontro à mesma. 

A tabela a seguir é um resumo da Escala de Beaufort, de onde podem ser calculadas as velocidades dos ventos: 


ADVERTÊNCIA: Não se deve subir no equipamento ou operar o mesmo a partir de condições ou rajadas de vento acima de 32 km/h ( 20 mph ) com altura estendida além de 33,5 m (110 pés). A utilização é permitida com condições de vento até 48 km/h (30 mph), desde que o mesmo não tenha sido estendido além de 33,5 m (110 pés).  

Existência de Linhas Energizadas Aéreas 
Talvez seja um dos maiores riscos para o trabalho em altura com viaturas, portanto considere três fatores importantes: 
- Distância da linha necessária para execução do trabalho; 
- Quantidade de energia que é transportada pela linha; e 
- Umidade do ar nas proximidades. 

Nossas viaturas não são isoladas, portanto evite o contato da viatura com qualquer condutor acima de 300 Volts. Mantenha o mínimo de 4 metros de distância para condutores com voltagem entre 300 e 50.000 Volts. As viaturas são de aço e alumínio, materiais extremamente condutores, o que significa que qualquer contato do equipamento com algum condutor energizado, causará sérios danos a saúde ou a  morte. 

Sempre que uma viatura entrar em contato com algum condutor energizado, toda ela terá a mesma voltagem do condutor. Caso isto aconteça, o operador deverá permanecer na viatura e não encostar em outra pessoa ou estrutura fora da viatura incluindo postes, prédios, etc., pois esse contato fará o aterramento e a eletrocução dela. Caso a situação seja tão critica que os operadores não possam ficar na viatura, eles deverão sair dela pulando o mais longe possível da viatura, evitando contato simultâneo entre a mesma e o solo. 

Caso a viatura contate algum condutor energizado, é obrigação do operador avisar imediatamente outras pessoas ao redor do equipamento, para não encostar na viatura ou em pessoas que estejam nela, caso contrário o corpo fará o aterramento causando ferimentos ou a morte. As patolas servem como pontos de passagem de energia em caso de contato do equipamento com linhas energizadas. 

NOTA: mantenha todo pessoal não qualificado mais afastado do equipamento quando operando próximo de linhas energizadas.

Capacidades de Carga       
Um dos fatores técnicos mais importantes para a boa escolha do equipamento é a sua capacidade de carga, pelas condições encontradas no local da ocorrência. 

ADVERTÊNCIA: Evite qualquer situação que possa deteriorar ou resultar no tombamento , sobrecarga ou contato com outros ambientes de risco. Registre as capacidades de carga da escada ou plataforma. Embora alguns equipamentos sejam equipados com indicadores e um esquema de carga instalado no posto do operador, este é o responsável pelo estudo e registro das limitações de carga. Não confie na memória. Ao trabalhar com a unidade, sempre consulte  a indicação ou o esquema de carga. Não exceda os limites de carga estabelecidos. Não exceda as limitações de carga indicadas. 

PERIGO: Não confie na inclinação da escada ou plataforma para determinar a capacidade de carga máxima. Quando em plataformas, não exceda a carga permitida no cesto e para cada posição de seus braços.

Quando em escadas, distribua a carga uniformemente dentro de sua capacidade. Verifique se é permitido ou não e qual a distribuição de carga no esquema respectivo ao operar com a escada estendida, com a utilização do esguicho canhão ou em condições adversas ou específicas.

Capacidades com o Uso da Torre D'água 
Leve em consideração que as capacidades para a operação da torre d`água  estão incluídas naquelas necessárias (ou combinadas) para a utilização do equipamento, que se baseiam numa força reativa, isto é, a força criada no esguicho (em relação à pressão, fluxo, tamanho e tipo de abertura do esguicho) que é transmitida à estrutura do equipamento. Isto é igual à força transmitida ao operador quando manejando a mangueira. 

“Voada” - Relação Ângulo/Comprimento 
NOTA: Devido ao comprimento total do equipamento, é muito importante posicionar e começar a operar a viatura no sentido do melhor aproveitamento das condições existentes, inclusive quando a viatura permitir, você poderá trabalhar até praticamente na horizontal (ponte) e no comprimento máximo. 


Na tabela abaixo as escadas que permitem qualquer ângulo de trabalho. 


No desenho a seguir, podemos perceber a importância do operador familiarizado com o equipamento.


Para tanto o bom operador dará preferência às operações traseiras, exatamente contrária a essa da figura anterior, que propiciará: 
- O fácil acesso ao equipamento a bordo; 
- As melhores condições de atuação do incêndio, na área do mesmo e de incêndios que ainda poderão surgir; e 
- A não obstrução de entradas ou saídas ou interferência em áreas de incêndio simultâneas. 

NOTA: Operações traseiras são definidas como a inclusão de ângulos de até 45º em ambos os lados da linha de centro da viatura, para o sentido da cabine da viatura. A operação traseira dá ao equipamento uma posição operacional mais estável e maior alcance. 
 
Capacidade de Combate/Salvamento
A tabela a seguir contém as capacidades das viaturas em operação: 


Largura e Altura das Ruas e Viadutos 
Sempre observar a largura das ruas e principalmente esquinas e espaços para curvas e manobras. Como regra geral 4,20M  deve ser o vão livre para nossos equipamentos, abaixo disto há risco de colisão, portanto maior atenção quando se depararem com estas situações. 

NOTA: Os motoristas e operadores deverão ter ciência dos locais de tráfego duvidoso para suas viaturas. 

Largura para Patolar ou Estabilizar a Viatura 
No local da ocorrência, deverá se fazer uma análise prévia, podendo-se até mesmo reservar a vaga  para a viatura, levando em consideração o fator  área útil disponível. Lembrando que em determinadas situações isto pode sofrer muitas variações. 

A tabela a seguir descreve as larguras necessárias para a utilização de cada equipamento: 


Relação - Peso do Equipamento/Solo 
É necessário que no local e nas proximidades da patolagem se verifique o tipo de piso ou solo, inclinações, buracos, galerias e rios. Muitas vezes um equipamento mais leve pode atingir a altura necessária sem riscos de desestabilização ou travamento por desnívelamento. (lembre-se que há equipamentos de até 30 toneladas...)  

Sempre use calço de rodas que deverão ser colocadas  na frente e atrás das rodas dianteiras. A retenção das rodas dianteiras dá uma fricção adicional a fim de evitar movimentação da viatura (deslizamento) e escorregamento dos estabilizadores. Isto é ainda mais importante quando se está trabalhando em terreno irregular. 

A seguir a tabela de peso das viaturas:



NOTA: Sempre que possível, dê preferência para a patolagem que permita o trabalho do implemento em ângulos de até 45º para direita ou para a esquerda em relação ao eixo longitudinal da viatura.  

Conservação e Manutenção 

A manutenção a ser feita a nível de cada escalão, devendo obedecer as regras determinadas pelo Corpo de Bombeiros.  

ADVERTÊNCIA: Não solde, perfure ou altere esta viatura com escada até que receba permissão escrita do CSM/MOpB. O operador deve inspecionar a viatura com escada ou plataforma (chassi e equipamento) diariamente, inclusive todas as funções da escada ou plataforma e as a eles associados. 

Registre e relate quaisquer condições que possam tornar a viatura inadequada e insegura para o serviço. A estrutura da escada ou plataforma deve ser testada uma vez por ano e após qualquer incidente que possa ter submetida a mesma à tensões . O teste deve ser realizado pelo CSM/MOpB. 

Use produtos adequados para limpeza e use somente soluções não inflamáveis aprovadas pelo CSM/MOpB. Todos os esquemas de ajustes devem ser rigorosamente obedecidos. Todos os ajustem devem ser realizados conforme exigidos pelos esquemas, ou por outro lado, para prevenir danos ao pessoal ou equipamento. 

Controles e Indicadores 

Horimetro - É um medidor que liga automaticamente, com o motor em funcionamento, quando o sistema do equipamento é acionado e serve para contagem de tempo de operação para fins de manutenção e uso. 

PTO (Power Take Off) - Seu interruptor e a luz vermelha ou verde indicam quando a bomba hidráulica  está engatada e com isso o sistema do equipamento está operante. 

Clinometro - É um dispositivo instalado na parte traseira da viatura que auxilia o operador a estabilizar a viatura. O clinômetro possui um escala em graus com as cores verde indicando 0º que lhe dá total segurança para operar o equipamento, o amarelo lhe indica atenção e proibição de operar o equipamento, e o vermelho que te proíbe terminantemente de operar. Tem viaturas que possuem 2 clinômetros, um para leitura de inclinações transversais e outro para leitura de inclinações longitudinais.

Ábaco de Elevação - O Ábaco de elevação é um dispositivo instalado no lado interno do corpo de escada provido de um pêndulo, que ajuda o operador a visualizar o ângulo de inclinação e a carga tolerada na ponta da escada. 

Régua de Ângulo - é um dispositivo fixado na base da escada que indica o ângulo de inclinação da escada. 

Sistema de Comunicação

O sistema de comunicação possui um amplificador próprio em cada ponto de comunicação. As viaturas possuem um sistema com 2 pontos, um no posto de comando da escada ou plataforma e outro no topo da escada ou na cesta,  no E-one tem um terceiro ponto no painel da bomba e no ABP, não tem o sistema. O ponto de comunicação possui um interruptor “liga-desliga” que precisa estar ligado para o sistema funcionar. Controles e auto-falantes, bem como microfones, são montados em uma caixa de alumínio. 

NOTA: O interruptor principal encontrado no posto de controle da escada, é o principal e por isso, precisa estar ligado pois é ele que fornece energia ao amplificador. 

O Sistema de comunicação, localizado no topo da escada é dotado de um alto-falante e microfone conjugados, quando estiver energizado este conjunto está sempre pronto para transmissão. 

O amplificador no posto de operação da escada é equipado com uma saída para o microfone que pode ser usada ou não. O botão “ouça e fale” é um contato momentâneo e está sempre na posição “ouça” até que o botão seja apertado e o microfone acionado. Existe no botão liga e desliga o botão de volume conjugado o qual atua no amplificador, porém ele não aumenta o sinal de saída. 

Bomba de Incêndio  

A bomba de incêndio, somente é diferente ou não existe em SK- bronto; Para operar a torre d’água: Verifique se todos os drenos estão completamente fechados e se a válvula de descarga para escada está aberta. 
- Verifique a direção do vento para que a água não respingue no operador; 
- Junto ao controle de solo da escada, existem duas descargas ou expedições as quais podem também ser usadas para suprir a linha da escada em caso de falta da bomba e lembrar que seu dreno deve permanecer fechado 
sempre; 

Usando o acelerador tanto no posto de operação da bomba quanto no controle da escada, o operador poderá controlar a pressão e consequentemente a vazão do esguicho, localizado no topo da escada. Lembre-se que um RPM mais alto não causará efeito ao sistema hidráulico da viatura.  

Esguicho  

O controle remoto do esguicho é operado hidraulicamente através de válvulas elétricas solenóides pôr três interruptores, localizados no controle de solo e também no topo da escada, no SK-bronto, o comando removível deve ser instalado no local da operação e do ABP é manual. Seus movimentos são: 

- Lateralmente: o esguicho pode ser movimentado lateralmente pressionando-se o interruptor na direção em que se deseja mover o esguicho (direita ou esquerda). 

- Jato Pleno ou Neblina: para se ajustar o esguicho em jato pleno ou neblina, basta pressionar o interruptor conforme a indicação no próprio interruptor. 


FONTE DE REFERÊNCIA
MANUAL DE OPERAÇÃO DE VIATURA AÉREA (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)