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Travas de Segurança

Existem diferentes tipos de travas que podem ser empregadas em sistemas de descida com o objetivo de interromper, controlar ou assegurar...

Existem diferentes tipos de travas que podem ser empregadas em sistemas de descida com o objetivo de interromper, controlar ou assegurar temporariamente a progressão do bombeiro, da vítima ou de uma carga. Embora existam diversas possibilidades de execução, serão abordadas aqui aquelas consideradas mais usuais, de aplicação relativamente simples e que, quando corretamente executadas e associadas aos equipamentos e procedimentos adequados, proporcionam maior segurança e confiabilidade durante a operação.

A realização de uma trava pode ser necessária em diferentes situações operacionais. Entre as principais finalidades está a necessidade de interromper momentaneamente a descida e manter o sistema estabilizado, permitindo que o bombeiro permaneça com as duas mãos livres para executar determinada atividade, prestar atendimento, realizar uma manobra técnica ou efetuar ajustes no sistema. A trava também pode ser empregada quando houver necessidade de modificar a configuração do sistema, como na conversão de um sistema destinado à descida para um sistema de içamento, ou no processo inverso, de acordo com as exigências da operação.

Dessa forma, a correta aplicação das travas constitui um recurso fundamental para o gerenciamento dos sistemas de movimentação vertical, uma vez que possibilita controlar a progressão, interromper o deslocamento quando necessário e proporcionar maior estabilidade durante a execução das manobras. A escolha e a realização da trava devem considerar as características do sistema empregado, a direção e a finalidade da movimentação, as condições encontradas no local e, principalmente, os princípios de segurança estabelecidos para a operação, evitando procedimentos improvisados que possam comprometer o controle ou a integridade do sistema.

Trava do Oito 

Eleve a mão de comando, mantendo a corda tesada,  fazendo uma trajetória circular imaginária. Segure então a corda com a mão de apoio para completar a trajetória, posicionando o chicote entre o vivo e a peça oito, puxando-o para baixo com as duas mãos para realizar a primeira trava. Em seguida, faça uma alça passando-a por dentro do mosquetão, repetindo a sequência anterior, a fim de realizar uma segunda trava, finalizando o procedimento.  

Para desfazer a trava, repita as ações em ordem contrária, prestando especial atenção no momento de desfazer a última trava com segurança.



Trava do Oito de Resgate 

Após realizar a primeira trava, conforme anteriormente descrito, ao invés de passar o chicote pelo mosquetão, passe-o pelas orelhas para então executar a segunda trava, finalizando o procedimento.  



Trava do Rack

Para realizar a trava com o rack, passe o chicote pelo primeiro barrete e, em seguida, passe uma alça por dentro do mosquetão, arrematando o vivo com um pescador simples, acima do freio.



Trava do Meia Volta do Fiel 

Quando o mosquetão for utilizado como freio, realize a trava fazendo o nó de mula e arremate com pescador simples.



FONTE DE REFERÊNCIA
CESBOM - CENTRO DE ESTUDOS PARA BOMBEIROS
MANUAL DE SALVAMENTO EM ALTURA (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)