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Rapel com Aparelhos "Técnicas, Equipamentos e Procedimentos de Segurança"

Para a realização de uma atividade de rapel, é indispensável a utilização de um conjunto de equipamentos destinados a proporcionar segur...

Para a realização de uma atividade de rapel, é indispensável a utilização de um conjunto de equipamentos destinados a proporcionar segurança, controle da descida, sustentação e proteção individual do operador. Entre os principais equipamentos empregados estão a corda, responsável pela sustentação e condução da descida; o mosquetão, utilizado para realizar conexões seguras entre os diferentes componentes do sistema; e o descensor, que possibilita o controle progressivo da velocidade durante a descida, podendo ser empregado, conforme a técnica adotada e os procedimentos operacionais, o freio oito, o rack ou sistemas equivalentes de frenagem.

Também fazem parte do conjunto a cadeira, responsável pela sustentação do usuário e pela adequada distribuição das cargas; as luvas de proteção, que contribuem para a proteção das mãos contra atrito, aquecimento e possíveis lesões durante o manuseio da corda; o autoseguro, destinado a proporcionar uma conexão adicional de segurança ao sistema; e o capacete, equipamento de proteção individual fundamental para reduzir os riscos decorrentes de impactos e da queda de objetos.

A correta seleção, inspeção, montagem e utilização desses equipamentos deve observar as características da operação, as condições do ambiente, a capacidade dos materiais e os procedimentos técnicos e de segurança estabelecidos, garantindo que o sistema de rapel seja empregado de maneira adequada e segura.

Inserção do Mosquetão na Cadeira 

Para o destro, segure o mosquetão na mão direita com o polegar no gatilho e indicador no prolongamento do dorso, insira-o de cima para baixo girando-o até que a dobradiça fique voltada para si e a abertura para cima (o que facilitará a colocação do freio). Se a cadeira tiver uma alça vertical (ao invés de horizontal), faça o mesmo, porém inserindo o da esquerda para a direita, girando-o até que a dobradiça fique voltada para si e a abertura para a esquerda e para cima. 

A abertura do mosquetão deve ficar voltada 
para cima e a dobradiça para o bombeiro

Passagem da Corda pelo Freio Oito 

Com o oito clipado à cadeira pelo olhal maior, faça uma alça com a corda, mantendo o chicote voltado para a mão de comando, passando-a de baixo para cima, em seguida abra o mosquetão girando a peça oito 180º em sua direção, clipando-o novamente ao oito. 


Passagem da Corda pelo Rack 

Libere as barras e entrelace a corda sucessivamente por cima e por baixo, observando-se as canaletas existentes nos dois primeiros cilindros, que servem de guia na colocação da corda. Esteja atento para que a barra maior fique do mesmo lado da mão de comando da descida. 


Passagem da Corda pelo Mosquetão (meia volta do fiel) 

O mosquetão pode ser utilizado como freio através do nó meia volta do fiel. 

Fixação do Freio e Travamento do Mosquetão 

Após a passagem da corda pelo freio, fixe-o à cadeira fechando e travando o mosquetão, atentando para apenas girar a rosca da trava até encostá-la, sem aplicar força. No caso do rack, ele já estará anteriormente conectado à cadeira através do mosquetão, pois sua configuração permite a passagem da corda sem que seja necessário desclipá-lo da cadeira. 

Calçamento das Luvas 

O último passo da equipagem é o calçamento das luvas, sua utilização antes comprometerá seu tato e maneabilidade. 

Conferência e Alerta ao Segurança 

Após completar a equipagem, cheque passo a passo cada ação repetindo em voz alta:
- Corda no oito! 
- Oito no mosquetão! 
- Mosquetão travado! 
- Luvas calçadas! 
- Segurança! 

Segurança 

Do solo, outro homem poderá dar segurança ao rapel. Para tanto, deverá manter-se com as mãos à altura do tronco, sem luvas e olhando atentamente para cima, bastando tesar a corda para, em qualquer eventualidade, interromper a descida e, se for o caso, assumir o comando.


Execução do Rapel 

- O chicote da corda deverá estar afastado do solo, cerca de 50 cm; 
- Antes de iniciar o rapel, confira seu equipamento e os procedimentos até então realizados e alerte o segurança de solo; 
- Atente para evitar a formação do nó boca de lobo durante a saída (quando utilizar oito convencional); 


- Desde a saída e durante a descida mantenha a mão de comando sob a coxa, entre a rótula e a pelve. Enquanto a corda permanecer tesada (tensionada), o executante não descerá. A outra mão poderá ficar apoiada na corda, acima do oito, jamais sobre ele. As duas mãos trabalham em conjunto uma servindo de guia e apoio, outra no comando do deslize; 


- O rapel não deve ser iniciado de um salto brusco, deve-se evitar  freadas súbitas durante a descida, a fim de que as ancoragens não sejam sobrecarregadas; 
-  O tronco deverá permanecer longe da corda (não fletido sobre ela), a cabeça, a roupa e o cabelo longe das peças;  
- Para manter uma posição estável, deve-se apoiar a planta dos pés na parede, em uma posição semi-sentada, mantendo-se os pés afastados entre si; 

Mantenha o tronco afastado da corda, apóie a planta 
dos pés na parede, em uma posição semi-sentada

- Deve-se visar a direção de descida, olhando por cima do ombro da mão de comando, de maneira a observar possíveis obstáculos durante o percurso (janelas, beirais, arbustos, pedras); 
- Aliviando-se a tensão do chicote, começaremos a deslizar e a descer, simplesmente caminhando pela parede ou aos saltos; 
- Ao chegar ao solo, flexione as pernas para facilitar a soltura do equipamento e a liberação da corda e então saia debaixo da área de descida.


FONTE DE REFERÊNCIA
CESBOM - CENTRO DE ESTUDOS PARA BOMBEIROS
MANUAL DE SALVAMENTO EM ALTURA (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO)